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terça-feira, junho 18, 2024

Cadastro Fluminense da Capoeira abre inscrições para mestres

Inscrições são obrigatórias para acesso a futuros mecanismos de fomento

Cadastro Fluminense da Capoeira segue aberto para inscrições
Cadastro Fluminense da Capoeira segue aberto para inscrições
Apenas Mestres e Mestras cadastrados poderão concorrer ao mecanismo de fomento que será lançado para a Capoeira (Foto: Divulgação)

Os Mestres e Mestras de Capoeira e demais capoeiristas do estado do Rio de Janeiro têm até o dia 15 de junho para se inscrever no Cadastro Fluminense da Capoeira. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj) em parceria com o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac), busca mapear as atividades de capoeira nos 92 municípios fluminenses. O cadastro é um passo essencial para a implementação de políticas públicas de fomento ao setor, e somente os inscritos poderão concorrer aos futuros mecanismos de apoio.

Ana Cristina Carvalho, diretora do Inepac, destacou a importância da iniciativa: “Essa ação demonstra que estamos atentos à gestão compartilhada que concorre a todos os entes quando se trata da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. A Roda de Capoeira e o Ofício de Mestra e Mestre de Capoeira são bens culturais de todos os cidadãos brasileiros, incluindo todos que habitam os 92 municípios do RJ, e nós, enquanto poder público, devemos cumprir com o papel de garantir que tais bens sejam protegidos.”



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O cadastro, que deve ser realizado online, é necessário para que os Mestres e Mestras participem dos programas de fomento planejados. Todos os documentos comprobatórios devem ser enviados até a data limite de 15 de junho. O processo de inscrição inclui a submissão de documentos que comprovem a prática e o ofício de capoeira.

Serviço:

História e reconhecimento da Capoeira

A capoeira tem uma rica história de lutas e conquistas. Os primeiros registros da palavra “capoeira” datam do início do século XIX. A prática foi desenvolvida principalmente por escravizados africanos em cidades portuárias como Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Por muito tempo, a capoeira sofreu preconceito e repressão, sendo considerada uma atividade violenta.

A partir das décadas de 1930 e 1940, a capoeira começou a ser reconhecida como uma expressão cultural genuinamente brasileira. Em 2008, a Roda de Capoeira e o Ofício de Mestre e Mestra de Capoeira foram registrados como bens culturais imateriais do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), um órgão do Ministério da Cultura.

O Cadastro Fluminense da Capoeira é uma importante ferramenta para fortalecer e proteger essa prática cultural, garantindo que os mestres e mestras tenham acesso a recursos e apoio para continuar transmitindo suas tradições.

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