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domingo, maio 26, 2024

São Gonçalo tem baixo risco de contaminação da dengue

Foto: Divulgação

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil da Prefeitura de São Gonçalo realizou, entre os dias 31 de julho e 4 de agosto, o terceiro Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – deste ano. O resultado mostrou que a cidade está com baixo risco de contaminação da dengue através do Índice de Infestação Predial (IIP). É considerado baixo risco índices até 0,9%. O IIP foi de 0,6%.

O LIRAa é a metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a obtenção do IIP do mosquito transmissor do vírus da dengue (Aedes aegypti). Através da amostragem de imóveis, é possível observar a situação da presença do mosquito vetor na cidade. A visita dos agentes da Vigilância em Saúde Ambiental foi realizada nos bairros de São Gonçalo com 22.577 imóveis inspecionados e focos recolhidos em 52 locais. Destes focos, 37 eram do mosquito Aedes aegypti em forma de larva e/ou pupa.

Dos bairros inspecionados, 70 ficaram com baixo índice de infestação, entre 0,0 e 0,9. Destes, 41 com 0% e três com 0,9%. Dezenove bairros tiveram índices entre 1,0 e 3,7 – médio risco de infestação. E três bairros tiveram índices entre 4,0 e 7,3% – alto índice de infestação (Porto Novo, Luiz Caçador e Itaoca).

“Trabalhamos todos os dias úteis da semana com a ação de pulverização de inseticida para eliminar o mosquito. Vamos intensificar o trabalho de pulverização e visita nos bairros que ficaram com índice alto. No entanto, os moradores podem e devem colaborar, eliminando todos os locais que podem acumular água dentro de casa e, principalmente, nos quintais. Toda gota de água pode servir de criadouro de mosquito”, disse o diretor da Vigilância em Saúde Ambiental, Edson Vieira.

Os depósitos preferenciais do Aedes aegypti verificados no LIRAa dentro das casas dos moradores foram os depósitos removíveis como vasos e pratos de plantas, que ficaram com 32% dos casos; e os locais para armazenamento de água para consumo humano no nível do chão – onde foram encontrados 24% dos focos. O terceiro local com mais larvas ou pupas é o pneu, com 15% das amostras.

Os resíduos sólidos – garrafas em geral e latas – apresentaram 14% dos focos encontrados. Os depósitos fixos – ralos e calhas – ficaram com 11%. E, por último, os depósitos naturais ficaram com 3% e as caixas de água no alto da casa ficaram com percentual de 1%.

São Gonçalo contabilizou 413 notificações de casos de dengue até o último dia 8 de agosto. Destes, 62 casos foram confirmados. De chikungunya foram 28 notificações com nove casos confirmados. Zika não teve nenhuma notificação.

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