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quarta-feira, junho 19, 2024

Prefeito de Niterói sanciona lei de apoio às mães atípicas

Nova legislação tem objetivo de dar suporte a mulheres com filhos com necessidades específicas

Prefeito de Niterói sanciona lei de apoio às mães atípicas
Prefeito de Niterói sanciona lei de apoio às mães atípicas
O prefeito Axel Grael reforçou que a nova lei vai atender às necessidades das mães atípicas (Foto: Bruno Eduardo Alves)

Em uma iniciativa pioneira, o prefeito de Niterói, Axel Grael, sancionou hoje a lei que institui a Política Municipal de Atenção à Mãe Atípica “Niterói Cuida de Quem Cuida”. A nova legislação visa oferecer suporte abrangente às mães de crianças com necessidades específicas, como deficiências, síndromes, transtornos, doenças raras, TDAH, dislexia, entre outros.

A lei tem como objetivos principais melhorar a qualidade de vida dessas mães, abordando aspectos emocionais, físicos, culturais, sociais e familiares. Também busca ampliar políticas públicas que preservem a saúde mental materna, facilitando o acesso a serviços psicológicos, terapêuticos e assistenciais. Além disso, prevê o desenvolvimento de ações de bem-estar e autocuidado para prevenir e reduzir sintomas de transtornos psíquicos, comuns em quem enfrenta desafios diários significativos.



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“São mães que enfrentam o desafio de cuidar dos filhos que têm algum tipo de necessidade em termos psicológicos. Preparamos uma estratégia de cuidar de quem cuida. Essa é uma iniciativa que já estava no radar da Secretaria de Saúde e agora a gente vai avançar ainda mais. Foi muito positiva a conversa com as mães porque elas trouxeram demandas importantes”, destacou o prefeito Axel Grael.

A secretária municipal de Saúde, Anamaria Schneider, anunciou a formação de um grupo de trabalho para ouvir as demandas das mães atípicas e desenvolver um plano de ações específicas. “Nós agora vamos sentar e, com elas, elaborar um plano de cuidado. O grupo de trabalho é para ouvirmos as mães, ver que demandas elas trazem para a gente elaborar um plano de ação. Vamos trabalhar em conjunto para minimizar as dificuldades delas e fortalecer a rede de cuidado com as mães atípicas”, explicou Schneider.

Pedro Lima, diretor-geral da Fundação Estatal de Saúde de Niterói (FeSaúde), enfatizou que a prefeitura já está consolidando uma rede integrada de atenção. “Essa preocupação com as mães atípicas vai fazer a gente reforçar as nossas equipes e expandir as nossas ações”, afirmou Lima.

A professora de Educação Física Marcela Siqueira, de 38 anos, mãe atípica e criadora de um projeto de suporte a outras mulheres na mesma situação, elogiou a nova lei. “A expectativa é muito boa. Sou mãe atípica e preciso de uma rede de apoio. Mas também quero ajudar outras mulheres nesta situação a terem melhores condições de vida. É preciso cuidar bem da mãe atípica para que ela consiga cuidar bem do filho”, concluiu Siqueira.

A nova lei “Niterói Cuida de Quem Cuida” entra em vigor imediatamente, e a formação do grupo de trabalho será o próximo passo para implementar as ações específicas destinadas a atender as necessidades das mães atípicas na cidade.

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