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sábado, maio 25, 2024

Maricá é declarada ‘cidade-irmã’ dos povos indígenas por Ailton Krenak

Evento "Brasil Cocar" Celebra Cultura Indígena e Promove Inclusão

Ailton Krenak declara Maricá cidade-irmã dos povos indígenas
Ailton Krenak declara Maricá cidade-irmã dos povos indígenas
Primeiro imortal indígena da ABL foi o convidado especial da celebração "Brasil Cocar", ao lado de lideranças das aldeias do município (Foto: Gabriel Ferreira)

Durante o evento “Brasil Cocar”, realizado na sexta-feira (26) no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na Mumbuca, Ailton Krenak, escritor, filósofo e primeiro imortal indígena da Academia Brasileira de Letras (ABL), declarou Maricá como a cidade-irmã dos povos indígenas. O evento, organizado pela Prefeitura de Maricá, contou com a presença de lideranças das aldeias Tekoa Ka’Aguy Ovy Porã (Mata Verde Bonita) e Tekoa Ara Hovy (Céu Azul), da etnia Guarani, encerrando as comemorações do mês dos Povos Indígenas.

Krenak destacou o papel inclusivo de Maricá ao apoiar a cultura indígena, afirmando que a cidade se tornou parte de uma constelação de aldeias espalhadas por todo o Brasil. “Maricá é uma estrela dessa constelação. É uma cidade-irmã de todas as aldeias indígenas que ela quiser se declarar irmã”, disse ele. Durante o evento, Krenak recebeu de presente o livro “Yuyrupa – a sabedoria Mbya Guarani, desconstruindo preconceitos e transformando Maricá”, elaborado por crianças das duas aldeias.



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A cerimônia também incluiu uma feira de artesanato com peças e acessórios produzidos por indígenas das duas aldeias locais, além de uma apresentação do coral da aldeia Mata Verde Bonita, composto por 14 indígenas de diferentes faixas etárias. O evento contou com a presença do secretário de Cultura, Leandro Dasilva, o subsecretário de Direitos Humanos, Leandro Lima, e a coordenadora indígena do município, Maria Oliveira.

Darcy Tupã, líder da aldeia Mata Verde Bonita, ressaltou a importância do evento e a valorização do povo indígena em Maricá. “O povo indígena tem uma linda história e não foram os portugueses que descobriram o Brasil, e sim, os índios que aqui já estavam”, afirmou Tupã. O cacique da aldeia Céu Azul, Vanderlei Weraxunu, agradeceu a Maricá pela oportunidade de compartilhar suas histórias e lutas. “Quando estamos presentes para poder conversar com vocês e repassar nossas histórias, lutas e conhecimentos, isso nos fortalece”, disse ele.

Durante o evento, membros da Escola de Samba Salgueiro, que no Carnaval de 2024 homenageou a luta do povo Yanomami, participaram da celebração, destacando a importância de manter a conexão com os povos indígenas. Marcelo Pires, integrante da Diretoria Cultural do Salgueiro, afirmou: “O Salgueiro quer ter essa parceria realmente em defesa dos povos originários.” A educadora Mara Rosa, presidente da escola mirim Aprendizes do Salgueiro, destacou a importância de conhecer mais de perto a rotina dos indígenas e incentivar a educação.

O evento foi encerrado com uma apresentação de samba, contando com passistas e ritmistas das escolas União de Maricá e Salgueiro.

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