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São Gonçalo
domingo, maio 26, 2024

Ninguém ousa contestar a importância de Bruce Lee (1940-1973) para o mundo das lutas.

O legado do lutador, considerado o maior nome das artes marciais de todos os tempos, viajaria de São Francisco nos Estados Unidos a Santa Izabel, em São Gonçalo, para entrar na vida da pequena Amanda Cristine da Silva.

“Meu pai adorava os filmes dele e acabei me apaixonando por aquilo. Adorava ver as cenas que envolviam artes marciais, capoeira , jiu-jitsu e taekwondo”, diz a hoje faixa preta de judô, de 34 anos, ao Lado De Cá.

Ainda pequena, quis o destino que com poucos meses de vida, ela fosse morar em Garabu, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde teria a vida mudada para sempre: anos depois, aos oito, faria parte do projeto social chamado Judô Clube Comunitário Ilha Guarabu, do Sensei Alberto Kalil.

Começou então a dar frutos, as horas dedicadas aos treinamentos, com sua participação em pequenas competições, sempre se sagrando campeã na maioria delas, o que deixava os pais orgulhosos, e o seu mestre com a sensação de estar no caminho certo.

O tempo passou e Amanda tornou-se faixa preta II Dan – única com essa graduação em São Gonçalo – pela CBJ (Confederação Brasileira de Judô) e com mais de vinte medalhas conquistadas, sendo em 2010 Campeã Regional, Campeã Carioca, Penta Campeã Inter Regional, 3⁰ Lugar Jabs Universitário, disputado em Cuiabá/MT.

Com formação em Magistério e graduada na área escolar, criou em 2012 a Equipe Amanda Cristine que funciona em escolinhas de Niterói e São Gonçalo, mas que estão, no momento com aulas suspensas em virtude da pandemia de coronavírus.

Fã incondicional dos judocas Aurélio Miguel, Rogério Sampaio, Rafaela Silva e Mayra Aguiar, seu sonho pessoal e profissional é conhecer a Kodukan, primeira escola de judô, fundada no Japão, por Jigoro Kano, em 1882.

“Quero ir lá participar das atividades que são feitas com os judocas e tudo o que eu aprender vou trazer para São Gonçalo como bagagem para ensinar aos jovens do meu projeto social que quero criar”, confidencia a Campeã Estadual Veterano em 2019.

Sem recursos financeiros para realizar o sonho, a judoca pretende criar uma campanha de financiamento coletivo, conhecido como crowdfunding, para obter o capital necessário para a viagem.

O valor estimado por Amanda é de R$ 8 mil, entre as passagens de ida e volta, e mais R$ 4 mil para hospedagem e alimentação.

Ajude esse sonho se tornar realidade https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-a-sensei-amanda-cristine-rumo-ao-japao

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