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sexta-feira, maio 24, 2024

Itaboraí realiza formação para mediadores das unidades escolares do município

Foto: Divulgação

Os profissionais mediadores de aprendizagem das unidades de ensino municipais de Itaboraí passaram por nova formação nesta quarta-feira (26/07), para aprimorar as práticas pedagógicas a serem utilizadas com os alunos especiais do município. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), no auditório da Escola Municipal Professora Marly Cid Almeida de Abreu, em Nancilândia. Contou com a presença de 250 profissionais, divididos em dois turnos, manhã e tarde.

Com objetivo de pontuar os deveres pedagógicos dos mediadores no seu dia a dia escolar, o evento pensado sanou dúvidas dos participantes e auxiliou na inserção de novas práticas realizadas em sala de aula. A abertura da formação foi feita pela subsecretária de Gestão e Ensino, Gláucia Vieira, que destacou a importância do papel desempenhado pelos mediadores na formação intelectual desses alunos.

“Realizamos essa formação todos os anos para trazer maior conhecimento e estratégias daquilo que o mediador pode utilizar com o aluno. O papel do mediador é atuar como agente facilitador da aprendizagem, ou seja, ele é o interlocutor entre o professor da sala de aula e o aluno que ele está mediando. Ele observa como esse aluno pode atingir aquela matéria de uma melhor forma, seja através do lúdico, da leitura ou até de cálculos matemáticos. Além disso, ele também tem o papel da inserção, ajudando o estudante a montar vínculos sociais”, explicou Gláucia Vieira.

Para conversar com os profissionais, do ponto de vista dos pais, a coautora da lei 12.764, que leva seu nome, Berenice Piana, falou sobre sua experiência como mãe de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e parabenizou a iniciativa e preocupação do município sobre o assunto.

“Eu acredito que esse evento é um tanto quanto pioneiro no país, porque o aumento de crianças especiais nas escolas regulares foi imenso nos últimos anos, principalmente nesse último ano. Então a necessidade de mediadores capacitados está prevista na lei e é preciso cumpri-la. Nós temos que preparar esses mediadores para atuar com essas crianças nas escolas. Trago a palavra da mãe que tem um filho com autismo, já com 29 anos, e tudo o que eu passei pela falta de mediadores e como esses profissionais devem receber esse aluno na sala de aula e tornar a vida deles e esse período dentro da escola mais fácil e humanizado”, finalizou Berenice Piana.

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