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terça-feira, junho 18, 2024

Conheça a história de “Ricardinho Netskov, o homem codorna” de Itaboraí, que faz alertas no ‘Whatsapp’ sobre o trânsito na região

“Ricardinho Nestkov, o homem codorna, uber da floresta”. Se você passa diariamente por Itaboraí ou busca informações sobre o trânsito na região certamente já ouviu essa frase em um dos áudios informativos do bem humorado morador de Jardim Floresta. Mas quem é o homem por trás da voz de Ricardinho Netskov?

Em entrevista ao Lado de Cá, Ricardinho contou que se chama João Ricardo, é morador de Manilha, em Itaboraí e tem 43 anos. Ele começou mandar áudios em grupos de Whatsapp com os seus amigos que trabalham em transporte de aplicativo há pouco mais de três anos.

O bordão do “homem codorna”, criado por Ricardinho, surgiu a partir de uma brincadeira com um amigo. “Antigamente a gente ouvia a Rádio Cidade, lá de São Paulo, e havia um repórter aéreo conhecido como Homem Codorna e a gente brincava muito um com o outro, se chamava assim, e eu inventei o “Ricardinho Netskov, o homem codorna, o uber da floresta”, conta. O “uber da Floresta” surgiu por causa do nome do bairro de Ricardo, o Jardim Floresta, também em Itaboraí. “Ficou desse jeito bem humorado, porque eu sou bem extrovertido e acabou que pegou, ficou um bordão que marcou mesmo”, completa.

Confira um dos vídeos de Netskov:

 

A fama surgiu mesmo quando Ricardinho Netskov passou a fazer parte de um grupo de Whatsapp conhecido na região, o Itaboraí em Foco. “A gente passava no grupo do uber informações para ajudar os amigos. Aí gostaram, pediram para me colocar no grupo do Itaboraí em Foco e dou sempre esse informe lá sobre trânsito”.

Os áudios engraçados enviados por Ricardo tomam proporções que ele mal pode calcular. Em uma das vezes em que contou aos amigos sobre um assalto, um dos informes chegou a ser enviado ao batalhão da polícia na região. Ciente do alcance do seu humor, ele toma sempre cuidado para não passar informações que possam prejudicar alguém.

“A gente procura sempre ser o mais correto possível e não informo de jeito nenhum sobre blitz. Se tem um amigo meu que está com documento ruim e precisa de informação para escapar de fiscalização, eu não aviso. Ele que acerte o documento dele, assim como eu acertei o meu”, conta Netskov.

Trabalhador, Ricardinho se divide em três empregos durante a pandemia do novo coronavírus. Além de trabalhar como Uber, ele tem uma oficina de motos e tem uma van, em que faz trabalhos de transporte de funcionários para empresas. “É igual o pai do Chris, três empregos”, brinca, em referência ao personagem Julius, da série “Todo mundo odeia o Chris”, sucesso de audiência na Record TV.

Apesar da grande quantidade de trabalho, ele se diverte com o hobby de “repórter terrestre” e fica feliz com o reconhecimento das pessoas na região. “É recompensador ajudar as pessoas. Tem gente que eu nem conheço e fala comigo na rua. As pessoas escutam o áudio em casa e as crianças repetem. Tem uma menina de 4 anos num grupo de transporte escolar, filha de uma condutora que repete os áudios e me chama de ‘Rabiscardin’ e é tão gostoso de ver, eu fico satisfeito”, conclui.

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