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terça-feira, junho 18, 2024

Traficante ‘Grisalho’ de São Gonçalo é suspeito de torturar moradora que denunciou o estupro da filha

Mulher foi resgatada por policiais militares após troca de tiros com traficantes na comunidade da Zona Norte do Rio

Uma mulher foi resgatada por policiais do 9ºBPM (Rocha Miranda), na manhã desta terça-feira (22), após ser torturada por traficantes da Favela do Muquiço, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. A vítima – que tem seis filhos – era mantida em cárcere privado pelos criminosos, que aguardavam a ordem do traficante Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho, para executá-la.

Grisalho, que já comandou o tráfico em favelas de São Gonçalo, agora é líder da venda de drogas na Favela do Muquiço, no Rio

De acordo com a polícia, Grisalho já foi um dos líderes da venda de drogas no Complexo do Anaia, em São Gonçalo, mas ‘pulou’ de facção e passou a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP). Ele se tornou um dos principais aliados do traficante Thomas Jayson Vieira Gomes, o 3N, morto em novembro pela polícia, na tentativa de retomar territórios em São Gonçalo de seu antigo grupo criminoso, o Comando Vermelho (CV). Após a morte de 3N e de grande parte do seu bando, Grisalho seguiu para a Favela do Muquiço, onde se tornou alvo constante de operações policiais.

Durante a operação desta terça-feira na comunidade do Rio, a PM foi atacada a tiros pelos criminosos. Após o confronto, os agentes localizaram a vítima numa casa na Rua Osman Lins. A mulher – que apresentava marcas de tortura e estava desesperada – era mantida em cárcere privado junto com seus seis filhos. Todos são menores de idade e uma delas está grávida de seis meses.

Ainda segundo a polícia, a mulher foi torturada após cobrar satisfações dos traficantes por uma de suas filhas ter sido estuprada por integrantes do bando. A vítima só não foi morta por causa da intervenção da PM. Ela foi levada para o Hospital Municipal Dom Pedro II, em Santa Cruz. A Subsecretaria de Vitimados, integrante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, foi acionada para prestar assistência à família. O caso será investigado por agentes da 35ªDP (Campo Grande).

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