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São Gonçalo
terça-feira, junho 18, 2024

Jovens gonçalenses fazem show nas ruas de Niterói em busca do sucesso no mundo da música

Todos os dias por volta das 9h da manhã, um violino, um violão e um cajón, instrumentos ricos em sonoridade, são carregados por mãos jovens e talentosas.

Mãos essas que têm identidades, DNA’s e um sonho, que é colocado à prova quando embarcam no ônibus 590M Amendoeira-Niterói, da Viação Mauá, com destino a Niterói: tratam-se de Jhony Cristopher 16 anos, Laryssa Santos, 17 e Luiz Filype, 17.

Apaixonados por música, os três amigos saem todos os dias de São Gonçalo, para mostrar o talento nas ruas de Niterói, conhecida como ‘Cidade Sorriso’.

“Minha paixão pela música começou cedo, aos 8 anos de idade nas aulas de flauta doce, no Núcleo Chico Xavier, uma ONG perto de casa”, diz Laryssa, moradora do Coelho, que passou a tocar violão no lugar da flauta.

Já Jhony, diz que seu sonho é se tornar um músico mundialmente conhecido.

“Temos meta de comprar umas coisas para o grupo e é das ruas que tiramos esse dinheiro. Às vezes, minha mãe não tem condições de me dar algo que preciso no momento”, diz o talentoso violonista, aluno desde 2017 da Orquestra Cordas da Grota, em São Francisco, Niterói.

Talento comprovado por sua professora de violino.

“Eu percebi que conforme ele vai tocando em outros locais e conhecendo outros ambientes, tocando nas ruas por exemplo, a evolução é notória. Inclusive, vejo muitas postagens dele nas redes sociais e da sua felicidade em tocar. Espero muito que ele esteja assimilando meus ensinamentos e que se torne um grande músico”, diz Michelle Silva, 27 anos, professora na Orquestra de Cordas da Grota desde 2011.

Já Luiz Filype, que está há dois dias apenas com Jhony e Laryssa, é baterista e percussionista, e tem uma audição privilegiada, como faz questão de frisar.

“Não conheço notas músicas como muitos músicos conhecem, porém, basta ouvir o som para eu pegar sua musicalidade. Minha mãe canta e meu pai toca alguns instrumentos, como violão, bateria, contra-baixo e pandeiro. Não me vejo fazendo algo que não seja na música”, diz o ex-marceneiro.

Tocando MPB, rock, gospel e sertanejo, o trio fica em frente as Barcas de Niterói, das 10h às 18h, todos os dias e fazendo apenas um pequeno intervalo para o lanche.

Tudo em nome da arte e da realização de sonhos, que cada um deles tem.

“Meu sonho é dar um conforto maior para minha mãe com o dinheiro que ganho nas ruas tocando”, diz a jovem.

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