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terça-feira, junho 18, 2024

Criado em março de 2006 e lançado em julho do mesmo ano pelos americanos Jack Dorsey, Evan Williams, Biz Stone e Noah Glass, o Twitter foi motivo de preocupação na noite de sábado (22).

Ao publicar um texto na véspera do clássico contra o Botafogo, realizado às 11h, no domingo (23), no Maracanã, recebi uma enxurrada de comentários ofensivos.

Alguns twitteiros não me perdoaram sobre o que escrevi sobre Domènec Torrent, treinador do Flamengo.

Republico a parte que (acredito eu), tenha causado essa reação: “Chegou a hora do clube procurar um novo técnico, ou então, ligar o ex-auxiliar de Guardiola no 220v para que adapte sua personalidade usando a inteligência emocional para fazer o que tem que ser feito para o Flamengo voltar a ser o Flamengo de antes”.

No entanto, a parte marcada em negrito e pouco comentada, me dá tranquilidade para continuar escrevendo sobre o Flamengo.

Nascido Domènec Torrent Font, em Santa Coloma de Farners, província de Girona, na Espanha, o atual treinador tem na carreira um título apenas, o da terceira divisão, com o modesto Girona, na temporada
2004/05.

Antes disso, iniciou sua trajetória como técnico de futebol no CE Farners, clube de sua cidade, em 1991 e ficou até 1996, quando dirigiu o UD Cassà, da sexta divisão local, indo depois comandar o AE Roses, em 1997, e no ano seguinte, foi técnico do FC Palafrugell, onde ficou por cinco anos, e em 2003, transferiu-se para o Palamós, antes de, enfim, chegar no Girona, e conquistar seu único título na carreira.

Independente de ter sido na terceira divisão, título é título.

Entretanto, sua carreira ganhou proporções maiores quando ganhou muita coisa no Barcelona, não como técnico, mas sendo auxiliar, como as três Ligas Espanholas em 2008/09, 2009/10 e 2010/11; duas Copas del Rey em 2008/09 e 2011/12; três Supercopas em 2009, 2010 e 2011; duas Ligas dos Campeões da UEFA em 2008/09 e 2010/11; duas Supertaças Europeias em 2009 e 2011; e dois Mundiais de Clubes da FIFA em 2009 e 2011.

Após uma parceria de sucesso com Guardiola no famoso time espanhol, se mudaram para Alemanha e depois Inglaterra, e os títulos não cessaram.

No Bayern de Munique, por exemplo, ganhou três Bundesligas em 2013/14, 2014/15, 2015/16; duas Copas da Alemanha em 2013/14 e 2015/16; uma Supertaça Europeia em 2013 e o Mundial de Clubes da FIFA em 2013.

No Manchester City, uma Premier League em 2017/18 e uma Liga Inglesa em 2017/18, não os deixaram passar em branco.

Em 2018, retornando ao cargo de treinador principal, Dome foi contratado pelo New York City FC, e fez apenas um trabalho razoável.

Tem agora o maior desafio da carreira, que é dirigir o ‘Mais Querido’ e dar continuidade ao que Jorge Jesus deixou, quando naquele junho do ano passado, era apresentado ao Clube de Regatas do Flamengo.

Mas se o português Jorge Jesus estreava com um empate em 1 a 1 no reduto do Athletico Paranaense, primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil, e depois, um 6 a 1, na primeira partida sua no Maracanã contra o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro.

Já Dome, começou com uma sequência ruim, como na derrota por 1 a 0 para o Atlético Mineiro, a humilhante goleada por 3 a 0 para outro Atlético, o Goianiense, a magra vitória contra o fraquíssimo Coritiba, o 1 a 1, num empate insosso com o Grêmio e mais um empate em 1 a 1, desta vez com um limitado Botafogo.

Eu deveria achar normal, na segunda rodada, na partida contra o Atlético Goianiense, Dome colocar Rafinha no banco, improvisar Rodrigo Caio na lateral, barrar Arrascaeta e começar o jogo com Vitinho em seu lugar.

Já na quarta rodada, me contentar em ver contra o Grêmio, Everton Ribeiro, capitão do time e melhor em campo, ser substituído para a entrada de Vitinho.

Aceitar a tranquilidade de um treinador que perdendo ou empatando a partida, não esboça reação em nenhum músculo do rosto.

Dito isso, sobre o jogo contra o Botafogo, houve uma evolução do time em relação ao jogo contra o Grêmio, mas mesmo com a posse de bola superior ao adversário, o Flamengo definitivamente não é o mesmo do ano passado.

Me surpreendeu as escalações de Pedro Rocha e Diego nos lugares de Gérson e Arrascaeta, mas me surpreendeu também suas atuações e as boas entradas de Thiago Maia e Vitinho em seus lugares.

O Flamengo continua dependente e muito de Bruno Henrique, que precisa recuperar a velocidade, sua principal qualidade, e Gabigol precisa ser mais decisivo.

Já o Botafogo, explorou muito bem a inexperiência de Matheuzinho e a velocidade de Luiz Henrique, o jogador alvinegro mais perigoso.

O gol de voleio de Pedro Raul aos 48 minutos do segundo tempo e o empate de Gabigol cobrando pênalti no último lance do jogo, fizeram valer a pena o clássico.

São cinco pontos em quinze disputados, e agora, o Flamengo terá uma semana de descanso antes de enfrentar o Santos, no domingo que vem, pela sexta rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro.

Partida difícil, mas chegou a hora do Flamengo jogar e convencer, pois o seu torcedor precisa de resultados melhores dos que ele que teve nessas cinco primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro de 2020.

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