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quarta-feira, junho 19, 2024

Interdição do ‘Buraco do Mariola’ provoca transtornos e discórdia política em São Gonçalo

Constantes engarrafamentos, assaltos, lixos, ratos, disputa política e muita indignação. Este é o atual cenário do ‘Buraco do Mariola’, uma passagem subterrânea na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na altura de Alcântara, em São Gonçalo. O local foi fechado há uma semana pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e pela Cedae.

Motoristas reclamam que agora o retorno para a pista sentido Niterói só pode ser feito no viaduto de Alcântara ou na entrada do Jardim Catarina, provocando grandes congestionamentos na região.

“Uma falta de respeito enorme de quem fez esse bloqueio, mas não deu solução para ele. As alternativas são precárias e sem mobilidade nenhuma na cidade. Devido ao grande movimento de veículos, ficamos sem saída”, indignou-se o operador de câmbio José Carlos do Nascimento, de 57 anos.

Os motoristas não foram os únicos afetados com o fechamento da passagem subterrânea. Segundo uma empresária, que não quis se identicar, os assaltos aumentaram devido ao fato de apenas motos e bicicletas trafegarem pelo local, o que facilita a ação dos criminosos.

“Esse retorno interditado só serviu para trazer problemas para a minha vida. Não bastasse a pandemia e a queda do movimento no meu salão de festas, meu marido já foi assaltado duas vezes. Vira e mexe isso ocorre aqui. Tem que reabrir isso logo”, reclama.

O nome do retorno, ‘Buraco do Mariola’, é uma referência ao vereador Jorge Mariola (Podemos). O parlamentar informou que a passagem existe desde 2010, quando solicitou a obra para desafogar o trânsito na pista sentido Alcântara.

“Quem fechou a passagem foi o DER e a Cedae, mas esqueceram que por ali passam cerca de 5 mil veículos por dia, entre carros e motos. Sem falar que também é uma válvula de escape para viaturas policiais e ambulâncias. Isso é briga política! Faltando 45 dias para as eleições municipais”, denunciou o vereador.

A Prefeitura de São Gonçalo informou que irá reabrir o local seguindo algumas medidas de segurança, como a permissão apenas para veículos leves, dentro da altura máxima de três metros e largura de 2.50 metros.

Procurados pelo Lado de Cá, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que o retorno foi interditado por comprometer a segurança viária, pois integra o tráfego local e foi construído sem a autorização do departamento. Antes da interdição, o DER enviou à prefeitura de São Gonçalo um comunicado alertando sobre o problema, pedindo a apresentação de um novo projeto para o local. O projeto deve  atender às normas rodoviárias necessárias, sem que atinja também uma adutora da Cedae, o que poderia afetar a estrutura da ponte e acarretar na interdição de todo o tráfego da RJ.

Já a Cedae não se pronunciou até o fechamento dessa reportagem.

 

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