Chefões do CV em Niterói e SG são alvos de operação da Polícia Civil; Confira o vídeo

ALCINDO LUIZ FERNANDES, vulgo DA CABRITA; um dos chefes do tráfico no Complexo do Caramujo, em Niterói. Foto: Arquivos

A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público, realiza uma megaoperação nesta quinta-feira (17) para combater um complexo esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas da maior facção criminosa do Rio: o Comando Vermelho (CV). A quadrilha atua em diversas comunidades de Niterói e São Gonçalo. Entre os alvos está Alcindo Luiz Fernandes, o Da Cabrita, um dos chefes do tráfico do Complexo do Caramujo, em Niterói. Ele está preso há cinco anos, mas continua dando ordens para seus comparsas de dentro da cadeia.

Além de Luiz Fernandes a operação visa cumprir 28 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a 12 denunciados.

A investigação é desdobramento da operação”Overload” que, em 2015, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra 61 pessoas de alta hierarquia na facção. As investigações apontaram que os criminosos conhecidos por “Elias Maluco” e “Marcinho VP”, por meio de seus subordinados Eliezer Miranda Joaquim, o “Criam”, e Felipe da Silva Guimarães Junior, o “Zangado”, utilizavam contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas com ligação a organização criminosa para “lavarem” os recursos obtidos com o tráfico de drogas.

As investigações tiveram início a partir de apreensão de um celular pertencente a um integrante da facção criminosa, durante incursão policial no Morro do Juramento, em 2014. Um relatório de interceptação telefônica revelou diversas mensagens entre criminosos onde foram indicadas ao menos 28 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que serviam para ocultar, circular e dissimular a origem do dinheiro obtido ilicitamente pela organização criminosa através do tráfico de drogas e armas.

Durante as investigações a polícia fez um levantamento do lucro gerado pelos traficantes. E somente na baixada Fluminense o faturamento mensal chega a R$ 7.290.000,00 e cerca de 20% do lucro gerado é destinado aos líderes.

Os denunciados Gustavo Vieira de Oliveira e Danilo Flores da Silva receberam em suas contas bancárias depósitos de valores ligados ao Comando Vermelho, mesmo sabendo da origem ilegal dos valores. Já as denunciadas Liliane Laurinda Rocha e Liz Lelis Rocha, sócias das empresas Expoarte Fast Money e Liliz Brazilian Fast Money, também permitiam a utilização de contas pertencentes às empresas para o direcionamento de valores pertencentes à facção, recebendo depósitos em espécie e fazendo circular e/ou movimentar os recursos ilegais em outras contas bancárias, por meio de transferências.

Carolina Melissa Ribas da Costa e Maria Aparecida Campos de Oliveira, sócias da empresa Vest Tur Agência de Viagens, cujas atividades se encerraram em 2015, durante o período das atividades da sociedade empresária, permitiram a utilização de contas pertencentes à empresa para circular dinheiro pertencente ao esquema criminoso. O mesmo procedimento era utilizado pelos empresários Paulo Morinigo e Vitor Ivanovitch Costite, donos das empresas Paulo Morinigo ME e Vitor Ivanovitch ME, sendo certo que havia circulação de valores oriundos do esquema criminoso entre as contas das empresas Expoarte, Liliz Brazilian, Vest Tur, Paulo Morinigo ME e Vitor Ivanovitch ME.

A operação deflagrada nesta quinta (17/09) contou com apoio das Polícias Civis e dos GAECOS dos MPs dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, onde também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão

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