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domingo, julho 21, 2024

Vendedoras de chips para celulares fazem sucesso no calçadão de Alcântara, em São Gonçalo

“Chip da Vivo, da Claro, da Tim e da Oi”. Quem já passou pela frente do Trade Center, o famoso Prédio do Relógio, em Alcântara, São Gonçalo, já escutou essa melodia ‘cantada’ a plenos pulmões por um grupo de 20 pessoas. O grupo, em sua maioria é composto por mulheres, que tem na venda de chips a única renda para sustentar a família.

Em sua maioria, as ambulantes chegam ao Alcântara por volta de 8h e só voltam para casa ao escurecer, numa rotina cansativa e pouco valorizada.

 

Uma dessas vendedoras é a moradora do Jóquei, Fádila Ferraz, de 30 anos, que tem um filho e usa a venda de chips para sustentá-lo. A gonçalense afirma que, mensalmente, costuma arrecadar em torno de um salário mínimo (R$ 998).

 

“Não posso falar que isso aqui é uma espécie de emprego satisfatório pra mim. Não tenho carteira assinada e tampouco recebo um salário bom, mas quando se tem um filho, você tem que fazer de tudo um pouco e levar o sustento pra dentro de casa. Essa é a rotina de uma pessoa que está desempregada e busca fugir dessa situação da forma mais digna”, afirmou.

 

Outro ‘rosto’ conhecido no mercado de chips de São Gonçalo é o de Luana Souza, de 33 anos, que destaca o bom tratamento com os clientes como uma de suas características para conseguir boas vendas.

 

“Já imaginou se eu não tratar bem um cliente ou uma pessoa que passa por?! Vou morrer de fome. Dependemos disso daqui pra viver e temos que fazer o melhor sempre. Chegamos aqui cedo e só saímos com o dia escurecendo. A rotina é bem cansativa, mas estamos trabalhando e correndo atrás, isso que importa”, justifica a moradora do Jardim Catarina.

 

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