20.9 C
São Gonçalo
segunda-feira, junho 1, 2020
- Publicidade -

Metade de calorias consumidas por brasileiros vem de alimentos frescos

Leia Mais

UFF cria robô para população tirar dúvidas sobre corona vírus

Alunas e professoras de enfermagem do polo da Universidade Federal Fluminense em Rio das Ostras criaram o Robovid-19, uma ferramenta digital para facilitar o...

São Gonçalo registra 28 mortes por corona vírus nos últimos três dias

O município de São Gonçalo chegou a 199 mortos por Covid-19 nesta segunda-feira (01). A cidade registrou 28 óbitos em decorrência do vírus nos...

Os benefícios da corrida para saúde do cérebro

Nos dias de hoje, a corrida tem sido uma atividade muito importante para saúde do cérebro, pois vem demonstrando que o movimento é tão...

Após divulgação de Viola Davis, petição de justiça a João Pedro chega a 1 milhão de assinaturas

Um abaixo-assinado que pede justiça ao menino João Pedro de Matos Pinto, assassinado em casa durante operação das polícias Federal e Civil no Complexo...

Cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros é oriunda de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados. Estima-se que o consumo de alimentos em casa corresponda a, pelo menos, 70% do total de calorias ingeridas pela população brasileira.

Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018: Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Evidencia-se, assim, uma predominância de padrões de consumo alimentar baseados em alimentos frescos e em preparações culinárias”, afirma o órgão.

Segundo o levantamento, nas regiões Norte e Nordeste, no meio rural e entre famílias com menor renda, a participação de alimentos in natura ou minimamente processados e de ingredientes culinários foi ainda mais elevada, ultrapassando três quartos da disponibilidade domiciliar de alimentos.

O estudo indica que nas regiões Sul e Sudeste e entre famílias com maior renda, ainda que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários predominem, alimentos ultraprocessados já representam mais de um quinto das calorias ingeridas em casa. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alimentos ultraprocessados correspondem, respectivamente, a 11,4%, 14,4% e 16,6% do total de calorias.

“A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, de 2002 a 2018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados, apesar de ainda serem predominantes, vêm perdendo espaço para alimentos processados e, especialmente, para alimentos ultraprocessados”, diz a pesquisa.

O acúmulo de tarefas dentro de casa e a falta de tempo levaram a confeiteira Patrícia Araújo a comprar mais produtos industrializados pela facilidade de estarem prontos para o consumo. Moradora de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e mãe de dois filhos de 5 e 3 anos, ela conta que, até ter o segundo filho, a família tinha uma alimentação mais saudável. “A industrialização ajudou a dona de casa. Não é o melhor produto a ser consumido, mas é o que dá para fazer”.

No entanto, a pesquisa também indica que, apesar de a participação de alimentos ultraprocessados dentro das casas ter aumentado continuamente, observou-se desaceleração dessa tendência: aumento anual de 0,6 ponto percentual na porcentagem de calorias provenientes de ultraprocessados entre 2002-2003 e 2008-2009 e de 0,3 ponto percentual entre 2008-2009 e 2017-2018.

O IBGE avalia que essa desaceleração no consumo de ultraprocessados, observada no meio urbano e rural e em todas as regiões e estratos de renda, pode ser o resultado de políticas públicas implementadas no período mais recente, com destaque para ações baseadas no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, “cuja regra de ouro recomenda basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e suas preparações culinárias e evitar alimentos ultraprocessados”.

Alimentos in natura e minimamente processados

Segundo o levantamento, dentre os alimentos in natura e minimamente processados, o arroz correspondeu a 15,6% das calorias totais, vindo, a seguir, com 5%, o leite, com 4,6%, as carnes de aves e, com 4,3%, o feijão. “Ainda relevantes na alimentação brasileira, aparecem a carne bovina (3,4% das calorias totais), as frutas (2,8%), o macarrão (2,7%), a farinha de milho, fubá e outras (2%), a farinha de mandioca (1,9%), a farinha de trigo (1,8%) e as raízes e tubérculos (1,2%). Verduras e legumes e ovos corresponderam a apenas 0,9% das calorias totais”, diz a pesquisa.

Dentre os ingredientes culinários processados, o óleo vegetal correspondeu a quase 11% das calorias totais, seguido pelo açúcar, com quase 10%.

Segundo o analista do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, houve, na média nacional, queda do consumo do arroz e feijão na casa dos brasileiros.”Mas o arroz e feijão está mais presente entre as famílias de menor rendimento”, disse. “Por outro lado, as pessoas estão comendo mais frutas”.

Ele também observa que a Região Norte tem uma média de aquisição de pescados maior que as outras regiões. Já no Nordeste, o consumo de carne nos domicílios é menor do que a média nacional.

O pesquisador também destaca a queda no consumo de carne de uma forma geral dentro de casa. “Existe uma tendência de substituição da carne. Tem um fator econômico, o aumento de preço da carne, mas não é só isso. Há também mudanças nos hábitos alimentares”.

Alimentos processados e ultraprocessados

De acordo com o IBGE, dentre os alimentos processados, o de maior contribuição para as calorias totais foi o pão (6,7% das calorias totais), seguido de queijos (1,4%), carnes salgadas, secas ou defumadas (0,7%) e bebidas alcoólicas fermentadas (0,7%).

“Finalmente, dentre os alimentos ultraprocessados, destacam-se frios e embutidos (2,5% das calorias totais), biscoitos e doces (2,1%), biscoitos salgados (1,8%), margarina (1,8%), bolos e tortas doces (1,5%), pães (1,3%), doces em geral (1,3%), bebidas adoçadas carbonatadas (1,2%) e chocolate (1%)”, afirma a pesquisa.

Ainda segundo o estudo, no que se refere à aquisição alimentar domiciliar per capita anual no Brasil em 2017-2018, destacam-se os seguintes grupos de alimentos: bebidas e infusões (52,475 kg), laticínios (32,211 kg), cereais e leguminosas (27,757 kg), frutas (26,414 kg), hortaliças (23,775 kg) e carnes (20,762 kg)

*Colaborou Tâmara Freire, Repórter da Rádio Nacional.

 

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: Agência Brasil

Powered by Rock Convert

Notícias Relacionadas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Últimas Notícias

Prefeitura inicia distribuição de 47 mil kits merenda escolar para alunos da rede municipal

A Prefeitura de São Gonçalo iniciou nesta segunda-feira, 1º de junho, a distribuição dos 47 mil kits merenda escolar que foram disponibilizados para todos...

Ex-jogador de futebol sofre grave acidente na BR, em São Gonçalo

O ex-jogador de futebol gonçalense Getúlio de Oliveira Diogo, 52 anos, sofreu um grave acidente de moto por volta das 18h no último domingo...

Brasil recebe dois milhões de doses de hidroxicloroquina dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores informou que o governo dos Estados Unidos entregou ao Brasil dois milhões de doses de hidroxicloroquina, “como demonstração da...

PM prende suspeito de tráfico de drogas em Itaboraí

No início da tarde desta segunda-feira (1), uma equipe do 35°BPM (Itaboraí) foi surpreendida com diversos disparos de arma de fogo durante patrulhamento pelo...

Lei cria canal de auxílio entre mulheres em risco de violência doméstica e Polícias

Projeto de lei do deputado estadual Rosenverg Reis, que estabelece que os órgãos de segurança pública deverão disponibilizar mensagens no celular sobre medidas de...