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quarta-feira, janeiro 26, 2022

Destaque no Al-Nasr, dos Emirados Árabes, visita projeto social no Jardim Catarina

Bairro onde zagueiro deu os primeiros chutes na carreira de jogador de futebol recebe o atleta de braços abertos

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Maior loteamento da América Latina, o Jardim Catarina, assolado pela violência que atormenta muitas comunidades Brasil afora, é a porta de entrada de muitos jovens num mundo sem oportunidades. Mas um desses milhares de garotos nascidos e criados no bairro de São Gonçalo conseguiu virar essa chave para uma vida melhor. Tornando-se um jogador de futebol de sucesso no exterior, Glauber Lima, de 21 anos, provou que é possível vencer profissionalmente, seja lá qual for a origem.

“Nasci aqui, adoro isso aqui, e sempre venho para cá quando posso”, diz Glauber, zagueiro do Al-Nasr, dos Emirados Árabes, deixando transparecer o sorriso por trás da máscara contra a Covid-19.

Campeão logo em sua primeira temporada e eleito o melhor jovem jogador estrangeiro em 2019, o zagueiro esteve nesta sexta-feira (28) visitando o projeto social da escolinha Cruzeiro + Q Bola, onde seu pai, Róbson de Almeida Lima, o Robinho, atende 67 crianças, adolescentes e jovens entre 4 a 18 anos.

“Tirar essas crianças, jovens e adolescentes do crime já é para mim a certeza de que o projeto que minha família toca aqui está sendo útil para a sociedade como um todo. Quero que eles sonhem como eu sonhei um dia”, desejou, batendo bola e sendo abraçado pelos garotos.

Mas nada foi fácil na vida do atleta revelado pelo Botafogo. Principalmente a adaptação em um outro lugar.

“É um país completamente diferente, seja na língua, na cultura, e nos hábitos de seu povo. Mas para quem saiu do Jardim Catarina e chegou a Dubai por meio de seu trabalho, o menos difícil nessa história é se adaptar”, observa.

Mas se a adaptação não foi fácil, pior ainda sem os seus familiares.

“Tive que levá-los para me ajudarem com isso e também para terem uma vida melhor”, lembra, orgulhoso da irmã caçula, que fala três idiomas: inglês, francês e árabe.

Sobre o clube que o revelou, a Estrela Solitária tem lugar cativo em seu coração.

“Fiquei triste por nunca ter jogado profissionalmente pelo clube que me revelou e me ensinou muita coisa na vida, clube este em que cresci como pessoa e ser humano. Mas são coisas de Deus”, diz, resignado.

Os meninos veem no zagueiro um exemplo a seguir

De férias até julho, Glauber tem dado um trato na forma física e aproveita para matar a saudade dos amigos do Catarina. Muitas peladas vão animar o bairro até a volta para os Emirados Árabes.

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