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terça-feira, julho 16, 2024

Caso Flordelis ganha novidades: Supremo manda Justiça do Rio investigar deputada

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a investigação da morte do pastor Anderson do Carmo, com a Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Na decisão, ele afirmou que não há, até o momento, elementos que indiquem relação entre o crime e o cargo de parlamentar de Flordelis, então neste caso, deverá prosseguir na Justiça Estadual do Rio.

 

“Desse modo, não restando evidenciados, ao menos nesse primeiro momento, elementos que poderiam revelar relação de causalidade entre o crime imputado e o exercício do cargo, acolho o pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República para fixar a competência do Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Niterói/RJ”, escreveu.

 

O pedido para que o STF se posicionasse sobre o caso foi encaminhado pela assessoria de Recursos Constitucionais do Ministério Público estadual do Rio no fim de junho.

 

Em resposta, a assessoria de Flordelis emitiu nota informando que “em nenhum momento a deputada solicitou ou reivindicou a prerrogativa de não ser investigada pela polícia e pela Justiça. O STF foi provocado pelo Ministério Público, porque a lei assim exige. A decisão não surpreendeu a deputada Flordelis, porque ela tem conhecimento que a prerrogativa só seria aplicada se o crime investigado tivesse ocorrido em razão do mandato dela. Antes mesmo da decisão, a deputada esteve à disposição da polícia em todos os momentos em que foi solicitada. A deputada tem todo o interesse na solução do caso. Ela precisa saber quem foram os autores do crime e as razões que tiveram. Só depois disso ela terá paz”.

 

Os filhos Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas dos Santos de Souza, continuarão presos na carceragem da Divisão de Homicídios, por decisão judicial. O pastor Anderson foi morto à tiros após chegar em casa, na madrugada do dia 16 de junho.

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