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terça-feira, julho 23, 2024

Alunos de colégio em São Gonçalo são destaque na NASA

Na foto estão os alunos Raphael Mangueira, Pedro Lemos Matheus Pinto, Anna Clara Gonçalves e Beatriz Mata, do Colégio Santa Teresinha, localizado no Centro de São Gonçalo - Foto: Divulgação

Muitos conhecem a National Aeronautics and Space Administration (NASA), por ser a responsável em levar e controlar os foguetes e tudo o que diz respeito a vida espacial. O que muitos não sabem, é que além disso, o órgão também realiza há cerca de 25 anos um projeto chamado “Rover Challenge”, que funciona como uma competição, onde a intenção é estimular o interesse dos jovens estudantes nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática – conhecida pela sigla americana de STEM – e também pela pesquisa aeroespacial. Esse ano, o evento aconteceu no estado do Alabama, na cidade de Huntsville e teve com um de seus grandes destaques um pequeno grupo, de 11 alunos, do colégio Santa Terezinha em São Gonçalo, o projeto desenvolvido pelo alunos se classificou em sétimo lugar.

Em depoimento, o líder da equipe Rafael de Almeida, de 17 anos e estudante do terceiro ano do ensino médio, disse – “Foi uma experiência incrível. Mas na verdade, não ficamos tão surpresos com o resultado, pois sabíamos que nosso projeto estava entre os melhores do evento”.

O NASA Rover Challenge é dividido em duas categorias: Ensino Médio e Universitário. Trata-se de uma competição que envolve um desafio técnico e uma corrida de obstáculos e tarefas. As equipes são convocadas a planejar, desenhar e construir seu próprio rover – um quadriciclo de características especiais exigidas pela NASA – e depois dirigi-lo por um percurso que simula missões espaciais.

“A ideia partiu de uma aluna da escola, Rafaela Bastos Costa, que se formou em 2016 e agora estuda em uma universidade americana. Ela descobriu a competição na internet, verificou os requisitos e necessidades, e, com o apoio do colégio, montou a equipe e desenvolveu o projeto. Em 2017, o Brasil nem mesmo figurava como opção no formulário de inscrição da agência espacial americana. Foi necessário a escola pedir à Nasa a inclusão”, explica Lucia Helena Bastos Vieira de Souza, diretora-geral da escola.

quadriciclos (Rover), precisam ser movidos por força humana e carregar dois estudantes, um menino e uma menina, por esse percurso cheio de obstáculos, que tenta reproduzir as dificuldades que astronautas teriam em missões por terrenos extraterrestres como crateras, depressões, inclinações, terrenos arenosos e rochosos. Cada equipe tem um tempo máximo de 7 minutos, no qual devem percorrer o trajeto definido pela competição e arrecadar o maior número de pontos em obstáculos transpostos e tarefas realizadas, num esforço físico e estratégico, onde um planejamento prévio faz toda a diferença.

“Foi trabalhoso e de extrema responsabilidade levar alunos para participarem desse projeto. Exige organização, logística, apoio e confiança. Nossa meta de ficar entre os 10 melhores colocados na competição foi atingida, e ficamos muito felizes com o resultado”, conclui a diretora.

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